ptenes

joao materia jocoEssa história começou no dia 15 de dezembro de 1998, quando João recebeu o resultado do vestibular em Odontologia na UninCor. No dia seguinte, o atual coordenador da pós-graduação nas áreas de saúde da instituição se tornou pai no Rio de Janeiro. No dia 17 estava em Três Corações para se matricular e iniciar um ciclo muito especial em sua vida. 

Hoje, aos 45 anos, João se sente feliz por poder voltar à UninCor e diz que guarda essas datas com imenso carinho, pois marcam acontecimentos muito importantes em sua vida. “A minha vida e a vida da minha filha são marcadas pela universidade. Eu, enquanto aluno, ficava ali no segundo e no terceiro andar olhando ela no Colégio de Aplicação, no parquinho. Não era muito comum na minha época, fui pai solteiro, então ela tinha o cuidado de esperar as últimas aulas terminarem para ir embora para casa comigo”. 

O pai recém-nascido optou pelo curso da UninCor entre sete vestibulares que passou naquele ano, tanto pela excelência do curso de Odontologia da universidade, quanto pelas boas referências que teve do Colégio de Aplicação, o que permitiria uma excelente formação a ambos e a proximidade com a filha. 

O egresso aceitou o convite de voltar à instituição como coordenador da pós-graduação pelo momento de realização profissional que vive. Esse desafio está a sua altura, já que o professor tem várias titulações: mestrado, doutorado e pós-doutorado na área. Mas ele acrescenta que há também um fator emocional. “O vínculo com a instituição, criado na época de faculdade, de onde você veio, onde você se formou, é muito importante pra gente, voltar a casa. Como a gente fala, um bom filho a casa torna. É trazer um pouco dessa emoção em querer viver momentos da universidade, um bom tempo”. 

João valoriza a tradição da UninCor em formar excelentes profissionais na área de Odontologia e relembra o passado, mas com os olhos no futuro. “Eu brinco que é a saída da era dos Flintstones para entrar na era do Jetsons”. 

Envolvido com o processo da Odontologia Digital, ele une seu entusiasmo com as tecnologias de ponta a uma prática humanizada. A Odontologia Digital é baseada em conceitos tecnológicos com envolvimento cada vez menor da mão humana. 

Para o coordenador, os programas de pós-graduação no Brasil, na maioria das vezes, são pouco didáticos e ele valoriza o perfil voltado ao ensino de seu corpo docente. “Por mais que eu esteja voltado para a área tecnológica, o meu perfil de relacionamento é meio socrático, baseado muito no diálogo e que todas as partes possam contribuir de alguma forma para o engrandecimento do curso”. Ele diz que gosta de iniciar seus cursos dizendo aos alunos que se considerar apenas sua verdade como absoluta, está sendo imprudente.

Fora da clínica onde ainda atende no Rio de Janeiro e dos campi da UninCor, natural do Rio, ele é um flamenguista apaixonado. Além do futebol, tem um hobby inusitado: gosta de mergulhar com tubarões. 

Além de se encantar com a biologia marinha, para ele o mergulho é algo que o faz conectar consigo mesmo. “Depois de uma certa profundidade você começa a escutar os sons do seu próprio corpo, você não escuta mais nada fora. Você ouve o som do seu coração batendo, você escuta o fundo do seu peito respirando, a gente para de ter influência externa e vê o valor interno que você tem e que às vezes não cuida”. 

João Marcos demonstra profundo amor e gratidão pela instituição. “Eu agradeço a essa casa por ter me ensinado a pescar, consideração por ter feito, enquanto aluno chegar onde eu cheguei. Pretendo passar um pouco desse amor, gratidão por ter educado dois dos meus filhos. Eu entro com muita garra, muita vontade de transformar a universidade no sentido de humanização de tecnologia, mas uma tecnologia voltada ao aperfeiçoamento humano”. 

Ele agradece a oportunidade de poder fazer parte mais uma vez da UninCor. “Deixo meu agradecimento pela confiança no meu trabalho e dizer que no dia a dia todos verão a paixão que eu tenho por essa instituição, com a qual eu tenho um envolvimento familiar. Isso me traz, não só boas recordações, mas também uma cobrança de fazer o meu melhor enquanto estiver a frente da coordenação da pós-graduação”, finaliza o professor.